Se você olhar qualquer uma das suas peças de roupa, agora mesmo, encontrará uma etiqueta de composição. É nela que constam informações importantes sobre o produto como marca, tamanho, país de origem e recomendações de manuseio. Comumente, são feitas de nylon, o que proporciona resistência a diversos tipos de lavagem ― inclusive, a industrial. Para caso de lavagens mais pesadas, como esse último exemplo, a indicação também é do uso do poliéster, por ser mais resistente.

Mas esse não é o único material utilizado nas etiquetas de composição. No decorrer deste artigo, você conhecerá as diferentes bases para impressão por transferência térmica utilizadas na indústria têxtil. Acompanhe e saiba todos os detalhes.

Transferência térmica: saiba o que é e quais suas vantagens

Antes de mais nada, é preciso entender como as etiquetas de composição são feitas. Além do material base, que falaremos com mais detalhes a seguir, elas necessitam de um tipo especial de marcação. Afinal, se exigem um tecido que ofereça durabilidade às lavagens, é preciso que a impressão das informações tenha a mesma resistência, certo?

É por conta disso que a transferência térmica é a tecnologia utilizada nesse caso. As impressoras aceitam diversos tipos de base e usam o calor para “destacar” a tinta do ribbon. Este é uma espécie de fita com tinta sólida que, quando aquecida, é transferida para local a ser marcado. Esse método, além de conferir durabilidade aos dados impressos, também é muito mais rápido e tem custo de manutenção reduzido.

Leia mais: Transferência térmica: como funciona a impressão? 

Outro diferencial da impressão por transferência térmica é que ela permite o uso da tecnologia RFID. As etiquetas de composição que se utilizam desse método também são chamadas de “etiquetas inteligentes”. Isso porque as informações contidas na impressão são “lidas” por meio de sinais de rádio. Dessa forma, os processos se tornam mais ágeis e seguros, além de oferecer uma boa alternativa ao tradicional código de barras.

O RFID pode ser impresso em todos os materiais disponíveis para a indústria têxtil. Entretanto, as diferentes bases utilizadas nas etiquetas de composição podem exigir ribbons distintos.

Abaixo, você confere as mais utilizadas e quais as fitas térmicas mais indicadas para cada uma.

Os principais materiais utilizados em etiquetas de composição

Para você não errar na escolha do material base, acompanhe aqui todas as especificações dos três principais tipos e suas aplicações recomendadas.

Cetim

A etiqueta de composição de cetim possui uma aparência sedosa e brilhosa. Por proporcionar um toque macio e suave quando em contato com a pele, ela é muito recomendada para aplicação em roupas.

Ribbons recomendados:

  • Resina Têxtil Premium SP2;
  • Resina Têxtil Especial D1;
  • Resina Têxtil SPX;
  • Resina Colorida.

Nylon

A etiqueta de composição de nylon é a mais presente no mercado. Por ser um material bastante resistente e ter uma ótima durabilidade, é ideal para uso em sapatos de couro, bolsas, carteiras, tapetes, colchão, tênis e outros. É dividido entre os modelos tafetá e heat seal (nylon com adesivo do tipo hot melt).

Ribbons recomendados para nylon tafetá e heat seal:

  • Resina Têxtil Premium SP2;
  • Resina Têxtil Especial D1;
  • Resina Textil SPX;
  • Resina Colorida.

Poliéster

Se você busca uma etiqueta de composição extremamente resistente, que não perde as informações quando submetida à alta temperatura, a base de poliéster é a ideal. Ela pode ser usada tanto na lavagem industrial, como na stonewash, clareamento, tingimento e, também, a seco.

Ribbons recomendados:

  • Resina Têxtil Premium SP2;
  • Resina Têxtil Especial D1.

Agora que você já sabe qual o material ideal para utilizar na produção de etiquetas de composição, continue acompanhando nosso blog para mais dicas técnicas e informações sobre esses produtos. Siga-nos também no LinkedIn e no YouTube e fique por dentro de todas as novidades!